CONTO ERÓTICO


Um mestre pra chamar de meu

por Jonas Ferdinando (escravo)

A prova de obediência parecia simples: encontrá-lo suando, levar duas cuecas – a que eu usava contaria –, pagar o motel. O item “pagar o motel” me incomodou. Gato escaldado. Já havia teclado com aproveitadores na Web.

Fiquei em dúvida. Pagava o motel? E o mestre, com mais de 1,90 m, teria “pena” e seria gentil ou pegava de jeito? “Melhor se arrepender por algo que você fez”, disse Zezé, uma amiga do trabalho. Resolvi arriscar – e fui com medo...

Mais ordens. Chegar antes, pegar um quarto, ligar de lá. Esperar com a cueca enterrada, de joelho, costas pra porta. Para não perder o suor, conquistado na corrida do trabalho até o motel, fiquei me movimentando, mesmo ajoelhado. Esperei. Com medo.

Ele chegou de repente. Passou a mão na minha bunda, lambeu minhas orelhas. Puxou minha cueca, enterrando ainda mais. Pedi pra ver o rosto. Ele deixou. Bonito. Disse que, a partir daquele momento, eu seria dele e só diria só “sim, senhor”.

Deu as palavras-chave: piedade e misericórdia. Disse também que era pra eu agradecer sempre que recebesse saliva, porra e mijo dele na boca e quando ele fizesse algo de que eu gostasse, mas eu não queria sexo inseguro. “Segurança é comigo”, respondeu.

Finalmente, perguntou se eu tinha algo mais pra dizer, se tinha medo de algo. Falei do “problema” de eu ser apertado e que já tinha me machucado antes. “Eu sei comer”.

O mestre me levantou pelos cabelos e começou a lamber, mordiscar e beijar meu corpo. Orelha, pescoço, mamilos. Eu agradecia. “Obrigado, senhor”, “muito obrigado, senhor”. Depositou saliva na minha boca, mais de uma vez. Eu me sentia dominado. Ele era tão alto!

Ele, então, me instruiu sobre como me apresentar: “Estou pronto, senhor” – e devia mostrar o pau e o cu. Fiz isso. Ele cheirou meu pênis e enfiou o dedo lubrificado no meu cuzinho. Perguntou se eu curtia pés. “Sim, senhor”. Mandou que eu tirasse o tênis e a meia dele.

Foi quando cometi o primeiro deslize. Dois tapas fortes na cara. Tirei a cueca sem pedir e, disse ele, eu devia perguntar tudo sempre, cada detalhe. O medo aumentou. Tinha de fazer tudo certo.

O mestre mandou que eu vestisse a cueca e enterrasse de novo. Sentou-se na cama pra eu despir seu pé. Submisso, perguntei os detalhes. Posso tirar a meia? Sim. Tiro do outro pé? Não. “Você vai sentir a diferença entre um pé descalço e um com tênis”.

Na seqüência, puxou meu cabelo e pôs uma coleira no meu pescoço. “Pra que serve?”. “Pra prender cachorro”. “Isso mesmo”. Senti vergonha. Eu era um cachorro?

Ele me levantou de novo, me abraçou, saliva na minha boca. Novo deslize. Não agradeci. O mestre me jogou na cama e bateu na minha bunda, com força. Duas palmadas fortes e espaçadas, outras mais rápidas. Senti arder a pele. Tive de dizer por que apanhava.

Eu agora era um misto de medo, prazer e vergonha. Uma sensação maravilhosa, mas inquietante – e não tinha idéia do que viria.

Ele pôs mais saliva em minha boca. Agora, agradeci. Depois, me mandou deitar no chão. Perguntei os detalhes. Olhando pro lado da porta. Agora, mãos esticadas. Pisou em mim, ora com o pé, ora com o tênis. Perguntou se estava bom e o que eu preferia. O pé nu. Ele o esfregou na minha cara, espremendo-a contra o chão. Doeu um pouco. Ele pôs quase todo o peso em cima de mim. Fiquei com receio de não agüentar, mas agüentei.

Mandou que eu virasse de frente. Pisou, até nos meus testículos. Senti a pressão forte, mas não chegou a machucar. Ele batia punheta e me mandou ir pro meu lugar. De joelhos, aos pés dele.

Pôs camisinha no pau, explicou sobre a segurança e me mandou chupar. Chupei tudo. Ele me fazia engasgar e me perguntava o que eu sentia. Sufocado. Saía até lágrima!

Depois, me pôs venda. Senti, então, uma pressão no mamilo direito. Um pregador! Ele pôs no outro e dois nos testículos. Tirou fotos.

Mandou que eu fosse pra cama e que ficasse de quatro. Obedeci, e ele começou a me alargar. Enfiou o dedo lubrificado e foi movimentando. Depois, dois... Depois, não sei quantos. Perguntou-me se ele, afinal, não sabia o que estava fazendo. Sabia. Eu me sentia largo, sem dor, de pau babando e duro.

Fui ganhando confiança. “Respira fundo e solta pela boca”, disse ele. Eu fazia e relaxava. Ele metia os dedos e perguntava o que fazia. “Alargando o cu que é seu”, respondi. Ordem dele.

Duas vezes, pedi pra mudar de posição. Um dos pregadores apertou mais meu mamilo. Doeu. O mestre veio à minha frente e me mandou chupar de novo. Quase dei uma golfada. Chego a perder o fôlego, e ele só tira quando quer. Toco nas pernas dele, mas sinto receio de ser punido.

Ele volta lá pra trás, põe um travesseiro embaixo de mim, manda que eu olhe pro lado. Volta a me alargar com os dedos. De repente, me manda ir pra borda da cama – e penetra. Sinto a pressão, o pau mais grosso que os dedos. Respiro e solto pela boca.

Ele cai sobre mim. É pesado! Agora, me sinto totalmente submisso. O pau entra todo. Ele penetra mais e mais. Eu sinto – mas não dói. Dói o mamilo, mas tenho enorme prazer, porque tudo está ótimo.

O mestre me manda ficar de quatro. Mete, e eu agradeço. Depois, me põe em pé, com as pernas bem abertas. Dirige minhas mãos para algo duro – a mesa, vi depois – e manda que eu me apóie. Finalmente, tira minha venda. Diz que é, pra quando eu estiver pronto, dizer “Fode, senhor”. Eu digo, ele mete fundo. Várias vezes. Agora, dói um pouquinho só. Diz que vai gozar dentro de mim e que só ele gozaria. “Sim, senhor”.

Dá mais umas bombadas e goza. Depois me pega, me alisa e põe saliva na minha boca. Mostra a camisinha cheia de porra. “Sem sangue e sem dor”, diz ele. Finalmente, sentamos na cama, ele tira minha coleira e conversamos. Mal posso esperar pela próxima sessão.